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ALGUMAS EVIDÊNCIAS LINGUÍSTICAS DA SUPERSINCRONICIDADE

O princípio da sincronicidade entre as línguas românicas ou neolatinas e as germânicas ou teutônicas é explicada em detalhe em Supersincronicidade nas línguas: idiomas e dialetos. Essa sincronicidade faz com que cada idioma de uma família tenha sua língua-espelho na outra família. E as simetrias se dão em todos os níveis da linguagem: fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, léxico, ortografia, etc.

Para demonstrar como as duas famílias de línguas se espelham uma à outra, basta pensar que, por sua grafia e pronúncia (e por razões históricas, evidentemente), o francês é a mais “germânica” das línguas românicas, do mesmo modo que, também por razões históricas, o inglês, graças a seu léxico bastante latinizado, é a mais “românica” das línguas germânicas. Inversamente, o italiano é a mais latina das línguas latinas e o alemão, a mais germânica das germânicas. Quanto às línguas ibéricas e escandinavas, tanto umas quanto as outras estão mais próximas entre si do que em relação às demais línguas de suas famílias. Finalmente, o romeno e o islandês são línguas isoladas, com pouco contato com as demais.

Para darmos aqui aos leitores um aperitivo, vamos ficar com essa pequena lista de palavras e expressões das duas principais línguas de cada família e suas correspondentes em português. Tirem vocês mesmos suas conclusões.

Vejamos agora uma lista com palavras também do espanhol e do sueco.

Com nomes próprios as simetrias são ainda mais evidentes. Vejamos:

Há casos em que a adição de exemplos das línguas ibéricas e escandinavas torna as simetrias entre nomes próprios ainda mais instigantes, como no caso do italiano Andrea » alemão Andreas, espanhol Andrés » sueco Anders e português André » norueguês Andre ou André. Ou no caso do português Pedro, cuja forma antiga era Pero, e do dinamarquês Peder, cuja forma antiga era Per.

Vejamos finalmente algumas coincidências entre palavras comuns das línguas ibéricas e escandinavas: português e espanhol algo ≈ sueco något; esp. algún, “algum” ≈ sue. någon; port. ninguém ≈ norueguês ingen; esp. ningún, “nenhum” ≈ sue. ingen; port. quem ≈ nor. hvem; esp. aún, “ainda” ≈ sue. ännu; esp. mientras, galego mentres, “enquanto” ≈ sue. medan, nor. mens; port. essas ≈ sue. dessa; port. dessas ≈ sue. av dessa; port. deles, delas ≈ nor. e dinamarquês deres, sue. deras; port. minha, gal. miña ≈ sue. e neonorueguês mina; port. e esp. luz ≈ sue. ljus, nor. lys; esp. ángel, catalão àngel, “anjo” ≈ sue. ängel; port. bispo ≈ sue., nor. e din. biskop; esp. ojo, “olho” ≈ din. øje; esp. ciudad, “cidade” ≈ sue. stad; cat. desembre, “dezembro” ≈ nor. e nnor. desember; port. e cat. mestre ≈ nor. e din. mester (plural mestre); esp. maestro, “mestre” ≈ sue. mästare ou maestare; port. selo ≈ nor. sel; port. orquestras ≈ sue. e nnor. orkestrar; cat. orquestres ≈ nor. e din. orkestre; esp., gal. e cat. patrulla, “patrulha” ≈ sue. patrull; port., esp. e gal. vitaminas ≈ nnor. vitaminar; cat. vitamines ≈ sue., nor. e din. vitaminer; port., gal. e esp. salas ≈ sue. e nnor. salar. Finalmente, “sol” é sol em todas as línguas ibéricas e escandinavas.

Entre o romeno e o islandês, há, dentre outras, a curiosa semelhança nas palavras correspondentes a “coisa”: enquanto nas demais línguas românicas temos coisa, cosa, chose, e nas germânicas thing, Ding, ting, em romeno temos lucru e em islandês, hlutur.

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