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ALGUMAS EVIDÊNCIAS GEOGRÁFICAS DA SUPERSINCRONICIDADE – NAÇÕES E SEUS “ESPELHOS”

É chegada a hora de explicitar a relação que estamos estabelecendo entre cada “nação” (isto é, Estado ou região) latina e sua correspondente saxônica, bem como entre suas respectivas línguas. O porquê dessa correspondência poderá parecer arbitrário num primeiro momento, mas as evidências históricas, linguísticas, etc., que apresentaremos mais adiante e em todos os artigos deste portal tornarão mais claras essas razões.

Em primeiro lugar, é bom lembrar que as divisões políticas mudam constantemente (por exemplo, mudaram bastante após a queda do Muro de Berlim). Assim, se olharmos para o mapa político da Europa Ocidental hoje, veremos seis Estados exclusivamente latinos (estamos excluindo Estados multiétnicos como Bélgica ou Suíça, ou microestados como Andorra e Mônaco): Portugal, Espanha, França, Itália, Romênia e Moldávia (lembrando que esta existe como nação independente há pouco mais de vinte anos). Ao mesmo tempo, encontraremos oito Estados estritamente germânicos: Grã-Bretanha, Países Baixos, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Suécia, Noruega e Islândia. (Observação: minorias étnicas, que existem em quase todos os países, não estão sendo consideradas.) Como pode haver correspondência exata entre esses países se são em número diferente?

Como dissemos anteriormente, a correspondência supersincrônica não se dá entre Estados, mas entre povos (alguns dos quais, eventualmente, já constituíram Estados independentes). Por exemplo, não há uma “Holanda” latina, mas já houve. Até 1797, a Sereníssima República de Veneza era um importante Estado independente, com idioma próprio, e uma potência marítima que dominou o Mediterrâneo, principalmente entre os séculos XV e XVII. Enquanto isso, a Holanda era igualmente uma importante república marítima de comerciantes que dominaram os mares na mesma época. Tanto Veneza quanto Amsterdã são cidades cercadas de canais, a ponto de esta última ser chamada de “Veneza do Norte”. E ambas foram construídas sobre estacas de madeira.

Além disso, o forte movimento separatista atualmente na região do Vêneto pode, em tese, fazer ressurgir a qualquer momento a República de Veneza como estado independente.

Mas e a Dinamarca, qual seria o seu correspondente latino? Como podemos ver em Algumas evidências históricas da supersincronicidade – Ibéria e Escandinávia, Romênia e Islândia, a Dinamarca corresponde à Catalunha. Hoje essa região não é independente (embora tenha sido em vários momentos do passado e possa voltar a sê-lo a qualquer momento, dado o clima político da região), mas uma parte da Espanha. Pois até 1905 a Noruega foi parte, primeiro da Dinamarca, depois da Suécia. Outro exemplo: de 1949 a 1990 houve duas Alemanhas, a Ocidental e a Oriental; em compensação, de 962 a 1806 (I Reich, isto é, o Sacro Império) e, depois, de 1938 a 1945 (III Reich, o período nazista) Áustria e Alemanha compuseram o mesmo Estado. Enquanto isso, um movimento separatista deseja criar no norte da Itália um Estado independente chamado Padânia.

Desse modo, o que nos importa verdadeiramente é a correspondência entre as etnias existentes em cada família e não necessariamente o número de Estados.

Dito isso, a correspondência é a seguinte (Estados não independentes estão em itálico):

Essas relações entre “países” (independentes ou não) e idiomas são esmiuçadas no artigo Supersincronicidade nas línguas: idiomas e dialetos. Meu objetivo aqui é apenas introduzir ao leitor as correspondências que basearão o meu trabalho.

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