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SUPERSINCRONICIDADE NAS LÍNGUAS: IDIOMAS E DIALETOS

Distribuição geográfica dos idiomas

Um idioma é considerado nacional quando é o único oficial em todo o território da nação. A existência de pequenas comunidades falantes de outras línguas dentro desse território não retira, por si só, da língua dominante a qualidade de idioma nacional. Por exemplo, o português é idioma nacional no Brasil, pois as demais línguas aqui faladas (italiano, alemão, línguas indígenas) o são em localidades pontuais e não têm caráter oficial.

Quando mais de um idioma tem status nacional (isto é, temos multilinguismo ou poliglossia), dizemos que cada um deles é um idioma conacional. Há também os idiomas regionais, que gozam de caráter oficial dentro de uma determinada província ou região autônoma.

Dois exemplos de estados multilíngues são a Bélgica e a Suíça. No primeiro, francês e holandês se encontram em posição de igualdade, sendo conacionais: nenhuma das duas populações (valã e flamenga) tem a obrigação de falar a língua da outra (embora isso ocorra com frequência), e a comunicação formal é feita em qualquer das duas línguas — ou em ambas. No segundo, alemão, francês, italiano e romanche convivem como línguas oficiais, embora esta última seja falada por uma parcela bem pequena da população, concentrada num único cantão (Grisões).

Se considerarmos apenas nações independentes e idiomas oficialmente reconhecidos (isto é, excluindo dialetos e línguas não oficiais), teremos a seguinte situação:

Primeiramente, os únicos casos de relação biunívoca idioma-estado (em que o idioma é ao mesmo tempo nacional e falado num único estado) são o português em Portugal, o dinamarquês na Dinamarca e o islandês na Islândia.

Dentre as nações latinas, a Espanha, a França e a Itália são multilíngues. A Espanha tem o espanhol como idioma nacional e o catalão, o galego e o basco (este, de origem não indo-europeia) como idiomas regionais, além de vários outros dialetos; a França tem o francês (nacional), o occitano e o bretão, este de origem céltica (regionais); a Itália tem o italiano como idioma nacional e, desde 2007, o veneziano como regional.

Do lado germânico, são multilíngues a Noruega, tendo o norueguês bokmål como idioma nacional e o nynorsk como regional (províncias do oeste); e a Grã-Bretanha, com o inglês (nacional), o escocês e o galês (regionais). No extremo norte da Escandinávia também se fala o lapão, língua nativa igualmente não indo-europeia. Aliás, o basco e o lapão são línguas de origem remotíssima, pois suas populações já se encontravam onde estão atualmente muito antes da chegada dos indo-europeus (romanos e germanos). A população basca distribui-se entre a Espanha e a França, ao passo que os lapões se dividem entre a Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia. Outro dado curioso é que, segundo estudos genéticos, haveria um parentesco remoto entre os lapões e os bascos.[1]

A esse respeito, há também uma simetria entre a península Ibérica e a Escandinava: na Ibéria falam-se cinco línguas — quatro românicas (português, galego, espanhol e catalão) e uma de origem autóctone (basco); na Escandinávia, igualmente cinco línguas, sendo quatro germânicas (norueguês, neonorueguês, sueco e dinamarquês) e uma autóctone (lapão).

O francês, nacional na França, é conacional em cinco outros países: Bélgica (junto com o holandês), Luxemburgo (com o alemão, o holandês e o luxemburguês), Suíça (com alemão, italiano e romanche), Mônaco (junto ao monegasco) e Ilhas do Canal (Guernsey e Jersey), ao lado do inglês. O inglês é nacional na Grã-Bretanha e conacional com o gaélico na Irlanda, com o maltês em Malta, com o manês em Man, além das já citadas Ilhas do Canal.

O italiano é nacional na Itália e em San Marino e conacional na Suíça e no Vaticano (junto ao latim); o alemão é nacional na Alemanha, Áustria e Liechtenstein, e conacional na Suíça e em Luxemburgo (com o francês, o holandês e o luxemburguês).

O romanche e o luxemburguês são ambos conacionais em seus países nativos e ambos tiveram seu reconhecimento como idiomas há relativamente pouco tempo (o romanche foi reconhecido em 1938, e o luxemburguês em 1984). Simetricamente, ambos os idiomas, embora sejam os únicos nativos em seus respectivos países, são também línguas minoritárias, contando com o menor número de falantes (tanto na Suíça quanto em Luxemburgo, o alemão e o francês são os principais idiomas).

Um dado interessante é que na Suíça se falam três línguas românicas (francês, italiano e romanche) e uma germânica (alemão), ao passo que em Luxemburgo se falam três línguas germânicas (alemão, holandês e luxemburguês) e uma românica (francês).

O alemão, do lado germânico, e o romeno, do latino, são os únicos idiomas nacionais de dois macroestados europeus (macroestado é um estado de grande porte, ou seja, o oposto de um microestado[2]): Alemanha e Áustria, no caso alemão; Romênia e Moldávia, em relação ao romeno.

A família românica tem quatro idiomas regionais: o galego, o catalão, o occitano e o veneziano. A germânica tem três: o escocês, o neonorueguês e o sueco (nacional na Suécia e regional na Finlândia).

Em resumo, há três casos de nação multilíngue na família românica e dois na germânica. Desconsiderando-se a presença em microestados, há três idiomas transnacionais latinos (francês na França, Bélgica e Suíça; italiano na Itália e Suíça;  romeno na Romênia e Moldávia) e quatro saxônicos (inglês na Grã-Bretanha e Irlanda; alemão na Alemanha, Áustria e Suíça; holandês nos Países Baixos e Bélgica; e sueco na Suécia e Finlândia). Relações biunívocas entre estado e idioma há uma no âmbito latino e duas no germânico.

Se fizermos a correspondência entre cada língua e o(s) macroestado(s) independentes em que tem status de idioma nacional, veremos que do lado românico há dez idiomas e seis estados, enquanto do lado germânico há dez idiomas e oito estados.

Considerando apenas macroestados românicos e germânicos com pelo menos um idioma de âmbito nacional, a relação que se estabelece é a seguinte (no quadro a seguir, os idiomas em itálico são regionais, e as regiões em itálico, separadas por linhas tracejadas, são autônomas mas não independentes):

Com vimos, há três estados românicos e dois germânicos com mais de uma língua (células azuis); cada família tem uma língua nacional em mais de dois estados (células amarelas). As relações biunívocas estado-idioma estão em células rosa.

Temos ainda as seguintes situações: enquanto a Escócia é um território autônomo da Grã-Bretanha, a Occitânia não tem nenhuma autonomia política. Em compensação, a Galícia e a Catalunha são regiões autônomas da Espanha, ao passo que a zona de fala neonorueguesa não tem nome nem autonomia.

Sistematizando essas relações, podemos dizer que os dez idiomas românicos estão distribuídos na Europa em seis estados independentes (Portugal, Espanha, França, Itália, Romênia e Moldávia), duas regiões autônomas (Galícia e Catalunha) e duas regiões não autônomas (Occitânia e Venécia), enquanto os dez idiomas germânicos se distribuem em oito estados independentes (Grã-Bretanha, Países Baixos, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Suécia, Noruega e Islândia), uma região autônoma (Escócia) e uma região não autônoma (províncias ocidentais da Noruega). Ou seja, embora em proporções diferentes, estados independentes e regiões autônomas ou não totalizam dez territórios em ambas as famílias.

Um caso que merece nossa particular consideração é a relação de simetria entre a Ibéria e a Escandinávia. Ambas as penínsulas abrigam cada uma quatro idiomas indo-europeus (português, galego, espanhol e catalão, no caso ibérico; norueguês, neonorueguês, sueco e dinamarquês, no escandinavo) e um não indo-europeu (basco na Ibéria e lapão na Escandinávia). Atualmente, a Ibéria está dividida em dois estados, Portugal e Espanha, sendo que esta abriga três dos quatro idiomas românicos da península. No entanto, o forte movimento separatista catalão nos faz suspeitar que uma futura Catalunha independente não é improvável. Nesse cenário, teríamos três estados, dos quais um (a Espanha remanescente) abrigaria dois idiomas (espanhol e galego). Ora, durante séculos a Noruega permaneceu anexada ao reino da Dinamarca e posteriormente ao da Suécia, só tendo conquistado a independência em 1905. Logo, por vários séculos a Escandinávia também foi dividida em dois estados, um dos quais — a Dinamarca — abrigava três línguas (dinamarquês, norueguês e neonorueguês). É preciso lembrar ainda que o galego é tecnicamente um dialeto do português bastante influenciado pelo espanhol, assim como o norueguês bokmål foi fortemente influenciado pelo dinamarquês. Neste caso, e inversamente ao que ocorre na Ibéria, aquele que seria o norueguês legítimo — o nynorsk — é que é considerado um dialeto do bokmål.

A ortografia tradicional do português, com ph, th e y, foi abolida em 1911, um ano após a proclamação da república; a ortografia tradicional do norueguês, de forte influência dinamarquesa, foi abolida em 1907, dois anos após a proclamação da independência.

Portanto, embora nem as línguas nem os estados se correspondam ponto a ponto, a situação linguística e política em ambas as penínsulas é espantosamente análoga.

Idiomas e variedades

Idiomas falados em mais de um país costumam apresentar variedades nacionais, ou seja, maneiras particulares de usar o idioma em cada país. Essas variedades se destacam sobretudo no léxico e na pronúncia, embora em alguns casos haja também diferenças gramaticais. Dentre as línguas românicas que apresentam variedades nacionais, temos o português (lusitano, brasileiro e africano), o espanhol (ibérico e latino-americano), o francês (europeu, americano, africano e asiático), o italiano (da Itália e da Suíça) e o romeno (daco-romeno na Romênia e moldavo na Moldávia). O galego, como já vimos, possui duas variedades ortográficas: a tradicional, de inspiração espanhola, e a restaurada ou reintegracionista, que segue a grafia portuguesa. Ambas são aceitas oficialmente, mas a primeira é a mais difundida. Também o occitano admite duas ortografias: a mistraliana, de influência francesa, e a clássica, com características próprias.

Das línguas germânicas, o neonorueguês, língua-espelho do galego, também tem duas variedades (nynorsk e høgnorsk). O neerlandês divide-se em holandês (na  Holanda) e flamengo (na Bélgica), além de possuir variedades ultramarinas na América e África. O alemão apresenta as variedades alemã e austro-suíça. O inglês é, junto com o francês, a língua com maior presença em todos os continentes. Tem as variedades europeia (britânica e irlandesa), americana (EUA, Canadá, Jamaica, Guiana, etc.), africana, asiática, contando ainda com vários países da Oceania, dentre os quais dois muito importantes: Austrália e Nova Zelândia. Finalmente, o sueco tem as variedades sueca e finlandesa.

Especificamente em termos de idiomas transcontinentais, isto é, falados também fora da Europa, temos, do lado românico, o português, o espanhol e o francês; do germânico, o inglês, o holandês e o dinamarquês. Portanto, três línguas de cada família. São exatamente esses seis idiomas que estão presentes na América: o português no Brasil, o francês no Canadá, Antilhas, Guiana Francesa e Haiti, o holandês no Suriname e Antilhas, o dinamarquês na Groenlândia, o inglês nos EUA, Canadá, Jamaica, Guiana e Antilhas, e o espanhol no restante das Américas.

O espanhol e o inglês são hegemônicos no continente. Todavia, enquanto o inglês é falado em dois países importantíssimos (EUA e Canadá), o castelhano está pulverizado num sem-número de repúblicas periféricas, das quais apenas México e Argentina têm algum destaque. Em compensação, português e dinamarquês são falados, cada um, num único país, com a diferença de que o Brasil é a mais importante nação da América Latina, ao passo que a Groenlândia, uma enorme ilha gelada, é a menos importante de todo o continente. Em posições intermediárias situam-se o francês e o holandês.

De todo modo, tanto do lado latino quanto do anglo-saxônico, a colonização da América foi feita por três nações das quais uma era grande potência econômica, política e cultural (França e Inglaterra, respectivamente) e duas eram estados periféricos, economicamente poderosos naquele momento mas menos influentes nos demais aspectos (Portugal, Espanha, Holanda, Dinamarca). O que ocorreu foi que, no âmbito germânico, a potência mais desenvolvida (a Inglaterra) estabeleceu no Novo Mundo as colônias mais importantes (EUA e Canadá), enquanto Holanda e Dinamarca mantiveram apenas possessões secundárias, como Suriname, Antilhas Holandesas e Groenlândia. Inversamente, na esfera dos povos latinos, a França, o estado românico europeu mais desenvolvido, fica com as colônias menos importantes (Haiti, Guiana Francesa, Martinica e apenas uma pequena parte do Canadá) enquanto a maior parte da América Latina é colonizada por Portugal e Espanha. Isso é talvez mais um fator a explicar por que a América Anglo-Saxônica é mais desenvolvida que a Latina.

Outro aspecto interessante é que, na Idade Média, a navegação marítima europeia se voltou para o Oriente e, no Renascimento, para o Ocidente — o Novo Mundo. Os estados latinos que se devotaram às navegações e, eventualmente, à colonização de outros territórios foram Portugal, Espanha (inicialmente como Castela e Aragão), França e as chamadas Repúblicas Marítimas (Gênova e Veneza, principalmente). Do lado saxônico, tivemos Inglaterra (Grã-Bretanha), Holanda (Províncias Unidas), Dinamarca (que então incluía a Noruega), Suécia e as cidades-estado da Hansa, ou Liga Hanseática (especialmente Hamburgo e Lübeck).

Os estados que dominaram os mares medievais foram, do lado latino, as Repúblicas de Veneza e de Gênova e, do lado germânico, Suécia e a Hansa. Veneza chegou ao Oriente Próximo e monopolizou o comércio das especiarias com o Império Otomano. Enquanto isso, os escandinavos colonizavam a Finlândia e a Rússia até Novgorod e Kiev e chegaram ao Oriente Próximo.

Já as grandes nações marítimas da Renascença foram Portugal, Espanha e França (latinos), e Inglaterra, Holanda e Dinamarca (anglo-saxões). Se a Liga Hanseática e a Suécia se lançaram ao Leste, Portugal, Espanha e França rumaram a Oeste; se Gênova e Veneza buscaram o Oriente, Inglaterra, Holanda e Dinamarca navegaram para o Ocidente. França e Inglaterra conquistaram as Américas, a África e a Ásia. Portugal, Espanha e Holanda também avançaram para África e Ásia. A Catalunha e a Noruega participaram indiretamente dessas conquistas, já que à época estavam sob o domínio respectivo da Espanha e Dinamarca.

Note que, do ponto de vista da supersincronicidade, Veneza, que era uma das Repúblicas Marítimas (as demais eram Genova, Pisa e Amalfi, principalmente), corresponde à Holanda, enquanto a Suécia, que fez parte da Liga Hanseática, corresponde à Espanha.

Teríamos então o seguinte quadro:

Essa paralela distribuição das áreas de influência dos povos das duas famílias fez com que o espelhamento de línguas e culturas também se transplantasse para o Novo Mundo:

  • Holanda e países ibéricos colonizaram as Américas, enquanto Veneza e países escandinavos influenciaram o Oriente (Império Otomano e Rússia, respectivamente);
  • anteriormente, os vikings escandinavos já haviam visitado a América, assim como depois os portugueses visitaram o Oriente;
  • posteriormente, a Dinamarca colonizou a Groenlândia e estendeu sua influência ao Oriente Próximo.

Esquematicamente, temos:

Em resumo, os idiomas românicos e germânicos podem ser sistematizados da seguinte maneira:

Uma última curiosidade: a soma dos valores acima dá 26 para ambas as famílias!

A simetria invertida das línguas ocidentais

Como vimos, há três tipos de simetria: a “forte”, sempre vertical; a média, vertical ou diagonal, e a “fraca”, vertical, estas duas de caráter secundário. Em relação às línguas que chamei de “centrais” (francês, italiano, inglês e alemão), a simetria forte se dá entre o francês e o inglês, assim como entre o italiano e o alemão. No entanto, diversos fenômenos secundários aproximam por vezes o francês do alemão e o inglês do italiano. Esquematicamente, temos:

Por outro lado, as línguas que chamei de “periféricas” (todas as demais de ambas as famílias) seguem as centrais de modo peculiar. Em termos de fonética e estrutura gramatical, as línguas ibéricas, o veneziano e o romeno se assemelham ao italiano, enquanto o occitano e o romanche se aproximam do francês. Já as línguas escandinavas, o islandês e o escocês se alinham ao inglês, ao passo que o holandês e o luxemburguês estão próximos do alemão. A isto chamo de simetria reversa ou invertida: enquanto as simetrias verticais ligam cada língua a seu espelho, as diagonais criam as diferenças que impedem uma família de ser apenas uma cópia da outra. Esquematicamente:

No entanto, há exceções a esse esquema. Como se pode ver, as correspondências verticais entre occitano e escocês, assim como entre veneziano e holandês, são fracas, enquanto as diagonais entre as línguas ibéricas são médias. O que isso quer dizer?

A bem da verdade, há poucos pontos comuns, em termos de fonética, léxico ou gramática, entre o occitano e o escocês. Na prática, o que se pode dizer é que o provençal está para o francês assim como o scots está para o inglês. O mesmo raciocínio vale para o vêneto e o holandês em relação ao italiano e ao alemão, respectivamente. É isso o que faz com que essas línguas se correspondam.

Por outro lado, nem sempre é possível estabelecer uma relação biunívoca entre cada idioma ibérico e outro escandinavo. As mais das vezes, um traço presente em mais de uma língua ibérica também está presente numa ou mais línguas escandinavas, ao mesmo tempo que é raro ou ausente fora das duas penínsulas — o que provaria a especularidade. Dito de outro modo, não se pode dizer, salvo em certos casos, que cada língua ibérica tem uma correspondente exata na Escandinávia, mas que as línguas ibéricas em seu conjunto se espelham nas escandinavas como um todo. (Vou tratar mais aprofundadamente esta questão em outro artigo.)

Talvez essas relações todas estejam um tanto abstratas para o leitor iniciante, sobretudo porque não há espaço aqui para longos exemplos. Os artigos sobre línguas contidos neste portal tornarão mais claros esses processos. Espero que os casos descritos convençam você da veracidade desses fenômenos.

__________

[1] Confira http://pt.wikipedia.org/wiki/Lapões.

[2] São considerados microestados: Andorra, Mônaco, San Marino, Vaticano, Liechtenstein, Malta e Man.

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