Enquanto isso, o Rio de Janeiro (a “Cidade Maravilhosa”) e Los Angeles (a “Cidade dos Anjos”) se comparam como a segunda metrópole de seus respectivos países, sendo ambas cidades de praia[1] e montanha (nenhuma das duas é banhada por um rio importante), famosas pela prática do surfe (há dois grandes polos do surfe no Brasil, os estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina, e igualmente dois nos Estados Unidos, a Califórnia e o Havaí) e por sua criação artística e cultural: Los Angeles é chamada de capital criativa do mundo (segundo o USC Stevens Institute for Innovation, “há mais artistas, escritores, cineastas, atores, dançarinos e músicos vivendo e trabalhando em Los Angeles do que em qualquer outra cidade em qualquer época da história da civilização” — veja-se, por exemplo, Hollywood), enquanto o Rio é a capital cultural do Brasil, igualmente residência e sede de trabalho da maior parte dos atores, músicos, cineastas, produtores culturais, bem como de instituições ligadas à cultura e ao entretenimento, como a Rede Globo (cujos estúdios, o famoso Projac, são uma espécie de Hollywood brasileira), a Rede Record e seus estúdios RecNov (atual Estúdios Casablanca), a Globo Filmes, a Academia Brasileira de Letras, alguns dos mais importantes museus brasileiros, etc. (Aliás, as telenovelas brasileiras têm uma penetração global comparável à do cinema americano.) No entanto, os monumentos mais famosos dos dois países, o Cristo Redentor e a Estátua da Liberdade, encontram-se em localizações invertidas: Rio x Nova York (trata-se de uma simetria diagonal). Inversamente, o Estado mais rico do Brasil é São Paulo, e o mais rico dos EUA é a Califórnia, onde fica Los Angeles. Aliás, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e Califórnia estabelecem entre si relações de simetria diagonal: Califórnia e São Paulo, os Estados mais importantes de suas respectivas federações, trazem o contraste de uma metrópole cosmopolita e um interior de cultura rural (“caipira”, no caso paulista; western, no caso californiano); Rio de Janeiro e Nova York, cada qual ocupando o segundo posto em importância em seus respectivos países, são Estados pequenos, cuja vida está praticamente toda concentrada na grande metrópole.
Mas há outras simetrias diretas ou cruzadas entre essas cidades. O Rio de Janeiro tem a Ilha do Governador, e Nova York, a Governors Island, ambas situadas em baías — da Guanabara e de Hudson, respectivamente. E nessas duas baías temos ainda duas ilhas de formato retangular e ligadas ao continente por um quebra-mar. São a Ilha das Cobras no Rio de Janeiro e a Ilha Ellis (Ellis Island) em Nova York.
Além disso, tanto o Rio de Janeiro quanto Nova York foram as segundas capitais de seus países.

E assim como Nova York se localiza na divisa entre os Estados de Nova York e Nova Jersey (e é vizinha de Jersey City, do outro lado da baía de Hudson), a cidade do Rio ficava, até 1975, na divisa com o Estado do Rio de Janeiro, e tem Niterói do lado de lá da baía de Guanabara. O mais interessante é que tanto o centro do Rio quanto o borough de Manhattan, centro de Nova York, situam-se, não no centro geográfico de seus municípios, mas numa das extremidades.

Vejamos agora algumas fotos dessas quatro cidades.











SÃO PAULO (CORAÇÃO DO TEMPO) Só quem não te conhece bem no fundo Só quem não te conhece, ó cidade Universo de luzes e promessas, vitrine de ilusões Dia a dia o sol abre seu farol sobre pedras Teus caminhos cruzados, viajantes de toda direção | A HEART IN NEW YORK New York, to that tall skyline I come, New York, like a scene from all those movies A heart in New York, a rose on the street New York, you got money on your mind |
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[1] O Rio de Janeiro tem três praias famosas: Copacabana, Ipanema e Leblon. Igualmente, Los Angeles tem as famosas praias de Santa Mônica, Venice e Malibu.